Justiça determina interdição do 'Poço Secreto' por exploração turística irregular em São Tomé das Letras, MG

Justiça determina interdição do 'Poço Secreto' por exploração turística irregular A Justiça de Minas Gerais determinou a interdição do local conhecido...

Justiça determina interdição do 'Poço Secreto' por exploração turística irregular em São Tomé das Letras, MG
Justiça determina interdição do 'Poço Secreto' por exploração turística irregular em São Tomé das Letras, MG (Foto: Reprodução)

Justiça determina interdição do 'Poço Secreto' por exploração turística irregular A Justiça de Minas Gerais determinou a interdição do local conhecido como "Poço Secreto", em São Tomé das Letras (MG), após identificar exploração turística irregular e riscos à saúde e à segurança dos visitantes. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A decisão foi proferida pela Vara Única da Comarca de Baependi e aponta que a área, onde funcionava uma antiga mineração hoje desativada, não oferece infraestrutura mínima para receber visitantes. O imóvel foi lacrado por determinação judicial, já que vinha sendo utilizado sem autorização judicial, ambiental ou sanitária. De acordo com a decisão, há riscos concretos à saúde humana, além de menção ao possível envolvimento de um vereador do município no descumprimento de ordens judiciais relacionadas ao uso do espaço. Justiça determina interdição do 'Poço Secreto' por exploração turística irregular em São Tomé das Letras Reprodução EPTV Ainda segundo a Justiça, o "Poço Secreto" vinha sendo explorado mesmo sem qualquer autorização até dezembro de 2024. O bem pertence a uma massa falida, ou seja, a uma empresa que teve falência decretada, e as atividades no local ocorreriam de forma clandestina ao menos desde 2021, com cobrança de ingressos. Os valores, que variavam entre R$ 10 e R$ 20, não estariam sendo revertidos para o pagamento de credores do processo falimentar da empresa proprietária do imóvel. O chefe do Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura de São Tomé das Letras informou que o município já tomou as providências determinadas pela Justiça “Sempre a Prefeitura, mediante uma ação multisetorial, vários departamentos, procedeu conforme o documento recebido. A interdição das vias, a retirada das placas de sinalização e a impossibilidade de acessar a área em questão”, disse o chefe do Departamento de Meio Ambiente, Pedro Pereira Gabriel. Apesar de ser bastante divulgada nas redes sociais e em sites de viagem, a prefeitura informou que o "Poço Secreto" não é uma atração turística oficialmente reconhecida pelo município. Justiça determina interdição do 'Poço Secreto' por exploração turística irregular em São Tomé das Letras Reprodução EPTV Riscos ambientais, à saúde e falta de segurança A decisão judicial destacou três indicadores principais de irregularidade: riscos ambientais e à saúde, falta de segurança e ausência de autorização legal. Um dos pontos levantados é que a água do poço pode conter resíduos de metais pesados, em razão da atividade minerária que funcionou no local. Além disso, a área não possui sinalização nem infraestrutura básica para visitantes e já foi cenário de um acidente fatal por afogamento, em 2021. Questionado sobre quando começaram os alertas em relação ao local, o chefe do Departamento de Meio Ambiente explicou que a preocupação da prefeitura é antiga. Justiça determina lacração de ponto turístico em São Tomé das Letras “Desde que se inicia uma comunicação em face a esse local, isso já despertou uma preocupação lá atrás. 2021 aproximadamente. Foi quando esse poço veio a conhecimento nas redes sociais e trouxe uma viralização e aí passa a ser buscado então pelos visitantes conforme o movimento visto aí e guias também trazendo para cá. O local anos depois passa a ser explorado comercialmente com a cobrança de entrada e isso traz uma série de ilegalidades no processo", disse o chefe do departamento. A defesa dos responsáveis pelo local citados no processo informou, em nota, que acatou a decisão da Justiça e que já estão sendo adotadas medidas processuais cabíveis, com o objetivo de buscar a revisão da decisão e também a regularização do espaço. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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